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Blog feito para pessoas românticas que amam viajar através dos tempos, com as mais lindas histórias de BARBARA CARTLAND
segunda-feira, 5 de maio de 2014
A DAMA DA NOITE- BARBARA CARTLAND
Vitorioso na guerra contra Napoleão, o conde de Hellington enfrentava uma nova batalha que pensou ser bem mais fácil, mas na qual estava derrotado: convencer uma jovem e linda empregada de loja a se tornar sua amante. Thalia resistia a seus avanços com uma firmeza inesperada, o que o deixava ainda mais excitado e enfeitiçado. A moça estava decidida a defender, a qualquer custo, sua dignidade e seu auto-respeito. Até descobrir que a liberdade do pai e a vida da mãe dependiam do pagamento de uma dívida. Como poderia conseguir mil libras? Será que o conde pagaria tanto para passar uma noite com ela? Thalia não tinha outra escolha: venderia seu corpo!
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1815
— Não vejo nada de extraordinário — disse o nobre Ríchard Rowlands, inspecionando de todos os ângulos o novo nó da gravata.
— Há uma diferença, sir — respondeu o criado do quarto, respeitosamente.
— Pois me parece uma confusão!
— Concordo com você — disse uma voz, à porta. Richard virou-se.
— Vargus! Não sabia que tinha voltado a Londres!
— Cheguei tarde, ontem à noite — contou o conde de Hellington. — E bati meu próprio recorde, como pretendia.
— Com cavalos novos?
— Com os alazões que comprei em Tattersall, quando você foi lá comigo.
— Achei que provariam ser excelentes — comentou Richard. — Sente-se, Vargus, e tome uma taça de champanhe. Ou prefere conhaque?
— É muito cedo para qualquer dos dois. Mas aceito uma xícara de café.
O amigo fez uma careta.
— Bebida ruim, a não ser que se queira ficar acordado.
— Pensei que você tivesse maneiras bem melhores para conseguir isso — observou o conde, com expressão zombeteira.
Sentou-se numa poltrona confortável e cruzou as pernas. Suas botas de cano alto, com franjas douradas, brilhavam, despertando a admiração no olhar do criado de quarto, que saiu para ir buscar o café.
Richard Rowlands não se deu ao trabalho de terminar de se vestir. Sentou-se numa cadeira, em mangas de camisa, olhando para o amigo com ar observador.
— Você está com uma aparência ótima! Deve ser o ar do campo.
— Estive quase todo o tempo ao ar livre, com tempo bom ou mau, treinando um cavalo novo, com o qual pretendo ganhar todas as corridas de obstáculo do condado — explicou o conde.
— Sempre ganha. E não é de se admirar, considerando-se que sempre tem os melhores cavalos e que você mesmo os treina.
— É esse o segredo, meu caro Richard. Se você parasse de perseguir as mulheres e se concentrasse nos cavalos, seria um cavaleiro muito melhor e com mais saúde.
O amigo riu.
— Atualmente, a única coisa que eu poderia treinar seria uma mula, que não servisse para mais ninguém.
— Está sem dinheiro? — perguntou o conde, compreensivo.
— Completamente. E, desta vez, não posso recorrer a meu pai. Quando recorri a ele, há seis meses, jurou que nunca mais pagaria minhas dívidas e que, no que lhe dizia respeito, eu podia ficar na cadeia, até apodrecer!
— Palavras duras! Mas, naturalmente, não deixarei que isso aconteça.
— Não, Vargus. É muita bondade sua, mas, quando nos tornamos amigos, jurei que não viveria às suas custas, como a metade de seus conhecidos. E é uma promessa que pretendo cumprir.
— É fácil ser orgulhoso… quando nos podemos dar a este luxo — comentou o conde, com ar cínico.
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