segunda-feira, 5 de maio de 2014

A CORISTA- BARBARA CARTLAND

Um palco artisticamente iluminado. Jovens de corpo escultural e riso fácil. O aplauso e o delírio do público, principalmente o masculino. Olhos abertos para um mundo de sonhos. Era isso o que Lavínia entendia como vida de corista. E esse sonho a seduziu a ponto de deixar a humilde e severa casa onde nasceu e partir para a cidade grande, pois pretendia explorar seu charme e sua inteligência. E já contava com um primeiro cliente, o Marquês de Sherwood!
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Nota da autora:


A comédia musical, que se seguiu ao antigo burlesco, teve seu início no Teatro de Variedades, em Londres, em 1894. George Edwardes, um verdadeiro gênio do teatro, esmerou-se na produção da peça A Vendedora, trabalho diferente de tudo que fora apresentado até então. A noite de abertura foi um verdadeiro sucesso e lotou o teatro. Os espectadores extasiaram-se com o gosto indiscutível da decoração e vestimentas, e encantaram-se com as vedetes, perfeitas em sua feminilidade. George Edwardes exaltou a graciosidade das moças, tomando-as apreciadas não somente pelos homens como também pelas mulheres. Em todos os títulos de seus espetáculos, ele usava uma palavra feminina, como A Vendedora, e a peça que a substituiu em Londres foi A Garota. Essa sua linha foi bastante apreciada, principalmente considerando-se a época. O período áureo das coristas do Teatro de Variedades foi de 1894 a 1914. Muitas delas casaram-se com homens possuidores de títulos de nobreza, e obtiveram sucesso tanto em seus casamentos como no palco. Sabia-se em toda Londres que a roupa íntima das coristas era de seda pura e renda verdadeira.

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