A fuga desesperada de lady Alvita levou-a direto
para os braços de um grande amor…BAIXAR AQUI
1896
Alvita atravessou o jardim, observando as belas flores prestes a desabrocharem, e pensou no longo inverno que chegara ao fim. Estava ansiosa para que elas aparecessem, exibindo suas lindas cores sob o brilho do sol. Flores eram a marca mais romântica que ela conhecia da natureza, e a época da primavera sempre a deixava muito feliz. Amava aquelas plantas tanto quanto sua mãe as amara um dia. Mesmo durante o tempo em que ficaria sozinha, durante a primavera, manteria a casa sempre cheia de flores, desde o sótão até o porão. Seria um alento poder ver todos os cômodos enfeitados pelas cores e preenchidos pelos diversos perfumes das flores do jardim, despertando a admiração das pessoas. — Você é a princesa das flores, querida — dissera, certa vez, uma das vizinhas mais próximas. — Bem que eu gostaria de ser… — respondera Alvita, com sua costumeira modéstia. Achava que mais importante do que as opiniões das pessoas era o fato de aquelas flores lhe despertarem um sentimento de felicidade. A casa florida dava-lhe a sensação de viver em um lugar encantado, um verdadeiro mundo de fadas, onde era possível se distanciar da tragédia que assolara sua família. Sua mãe, de nacionalidade inglesa, morrera havia seis meses. Seu pai, que era russo, seguira a esposa na jornada final três meses depois, como que não suportando viver sem ela. Seu irmão, que vivia a maior parte do tempo divertindo-se com belas mulheres em São Petersburgo, mal voltara para vê-la depois disso...
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